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terça-feira, 16 de outubro de 2018

CAMINO PORTUGUÉS - TOMAR - ANSIÃO (47 KM)

Um vídeo de Rutas y Sendas sobre o Caminho Português, neste vídeo está uma descrição detalhada entre Tomar e Ansião, vale a pena ver.



TOMAR - ANSIÃO (47 KM) 
En esta etapa afrontaremos un perfil con tendencia ascendente que navega entre los distritos del Ribatejo y la Beira Litoral, atravesando pequeñas localidades y núcleos de casas plantadas en un terreno ondulado repleto de vegetación mediterránea. En apariencia, una etapa apacible y agradable, pero que al final generó su desgaste debido al terreno rompepiernas, el calor y algún pinchazo imprevisto.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Camino Santiago Frances - 13 a 22 Agosto 2018

Os AnsiBikers realizaram mais um dos caminhos de Santiago, desta vez o caminho Francês, começando em Saint-Jean-Pied-de-Port, France e fim em Finisterra, España, tendo uma totalidade de cerca de 900 kms e um D+ aproximadamente de 13000m. Este percurso já tinha sido percorrido em 2013 por outros elementos dos AnsiBikers.

1ª Etapa (13AGO) - Camino Santiago Francês - Saint-Jean-Pied-de-Port - Pamplona
Início: Saint-Jean-Pied-de-Port, France
Fim: Pamplona, Spain
Kms: 68 Kms
D+: 1942 m



2ª Etapa (14AGO) - Camino Santiago Francês - Pamplona - Navarrete
Início: Pamplona
Fim: Navarrete
Kms: 107 Kms
D+: 1737 m



3ª Etapa (15AGO) - Camino Santiago Francês - Navarrete - Tardajos
Início: Navarrete
Fim: Tardajos
Kms: 123 Kms
D+: 1468 m



4ª Etapa (16AGO) - Camino Santiago Francês - Tardajos - Ledigos
Início: Tardajos
Fim: Ledigos
Kms: 97 Kms
D+: 644 m



5ª Etapa (17AGO)- Camino Santiago Francês - Ledigos - Villadangos del Paramo
Início: Ledigos
Fim: Villadangos del Paramo
Kms: 113 Kms
D+: 549 m



6ª Etapa (18AGO) - Camino Santiago Francês - Villadangos del Paramo - Ponferrada
Início: Villadangos del Paramo
Fim: Ponferrad
Kms: 82 Kms
D+: 1033 m



7ª Etapa (19AGO) - Camino Santiago Francês - Ponferrada - Sarria
Início: Ponferrada
Fim: Sarria
Kms: 102 Kms
D+: 1931 m



8ª Etapa (20AGO) - Camino Santiago Francês - Sarria - Rivadiso
Início: Sarria
Fim: Rivadiso
Kms: 72 Kms
D+: 1321 m



9ª Etapa (21AGO) - Camino Santiago Francês - Rivadiso - Negreira
Início: Rivadiso
Fim: Negreira
Kms: 66 Kms
D+: 1230 m




10ª Etapa (22AGO) - Camino Santiago Francês - Negreira - Finisterra
Início: Negreira
Fim: Finisterra
Kms: 69 Kms
D+: 1113 m


quarta-feira, 14 de junho de 2017

VIII Passeio BTT da Amizade - 16JUL2017




HORA: 09H00
PERCURSO: +/- 30 km
INCLUI: Reforço | Almoço | Banhos
PRÉMIOS: 3 maiores equipas | Participante + Velho | Participante + Novo

INSCRIÇÕES: até dia 12.Jul 10 BTT/pessoa (inclui seguro)
de 13.Jul até 16.Jul 12 BTT (não inclui seguro)

OUTRAS INFOS: Abertura do Secretariado 16.jul 08h00

PASSEIO DE BENEFICIÊNCIA a favor dos Bombeiros Voluntários de Ansião


Contactos (informações e/ou inscrições)
centrodeamizade@gmail.com
236 679 597
Outros: 966 642 905

NIB para Transferência
0045 3371 4001 4851 0715 4
(envia o comprovativo para centrodeamizade@gmail.com )

INSCRIÇÕES EM:
https://docs.google.com/forms/d/1IA3icsjgtrDhK6AG_Y8N-TveKLlNjJVQXpwY9DrxI8I/prefill

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

NOTÍCIAS - Donativo aos Bombeiros Voluntários de Ansião 2015


Decorreu na passada 4ª Feira, dia 25 de Novembro pelas 22h, a cerimónia oficial da entrega do donativo resultante do 6º Passeio BTT de Santiago da Guarda à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ansião, evento solidário realizado no passado dia 19 de Julho de 2015, organizado pelo CAAS - Centro de Amizade e Animação Social de Santiago da Guarda em parceria com os Ansibikers – Associação de Praticantes de BTT, cujo valor total de 612,00€ obtidos através do pagamento das inscrições dos 102 participantes no evento, reverteu a favor desta associação humanitária. A cerimónia de entrega do cheque donativo decorreu no quartel dos bombeiros e foi protagonizada pelo Presidente dos Ansibikers José Carlos Ramalho, o Presidente Carlos Ferreira do CAAS e o Presidente desta associação humanitária Dr. Rui Rocha na presença dos restantes membros da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Ansião e da Direcção dos Ansibikers.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Caminho Português da Costa - 18 a 22 AGO 2015

Arrancou hoje pela manha mais uma incursão ou peregrinação pelos Caminhos de Santiago. A equipa composta por alguns Ansibikers tem como objetivo chegar a Finisterra passando por Santiago de Compostela pelos caminhos da costa a partir de Labruge, Vila do Conde entre os dias 18 e 22 de Agosto. Desejamos a eles uma boa viagem e bom caminho! 



domingo, 10 de maio de 2015

Caminho de Santiago Português do Interior - 1 a 8 Maio 2015

Caminho de Santiago Português do Interior
Ansião – Miranda do Corvo – Vila Nova de Poiares – Stª Comba Dão - Viseu – Castro D’aire – Lamego – Peso da Régua - Vila Real – Vila Pouca de Aguiar - Chaves - Verin – Xinso de Limia – Allariz - Orense – Cea – Silleda – Santiago de Compostela.

Vídeo resumo das etapas

1ª Etapa – Ansião a St.ª Comba Dão, 86 km, subida acumulada 1.396 m, descida acumulada 1.444 m.

Depois de Ansião partimos para a ponte do Espinhal, da nascente do Rio Dueça percorremos ao longo do seu leito até a Godinhela onde fizemos uma pequena paragem para repor as energias e verificar o equipamento. Chegada a Miranda do Corvo a ideia era seguir pela linha até perto da Lousã mas como não tínhamos a certeza do estado de pavimento não arriscamos. Deixamos para trás a N342 e siga ao longo de um estradão florestal muito rolante, na direção de Poiáres a primeira dificuldade em Casal de Ermio atalho por caminho com algum mato que no seu final uma pequena subida de 100 m mas fácil a transição. Já em Poiáres a paragem para o almoço rápido. Subida à Serra de S.Pedro Dias e ultrapassado o “Cabeço da Velha” descida fantástica até à praia fluvial de Vimieiro local de uma pequena visita para a foto nas suas azenhas com a sua imponente represa onde foram captadas algumas imagens para a serie “Beirais” da RTP. Seguida para Travanca do Mondego encontramos a barragem da Aguieira e a passagem no novo tabuleiro da Ponte da Foz do Rio Dão, IP3 (obras que parecem não ter fim). Chegada a St.ª Comba Dão pelas 18h, depois de uma pequena visita atribulada a esta localidade procuramos os Bombeiros Voluntários para pernoitar onde fomos bem recebidos com toda a cortesia e simpatia. Estadia modesta local onde jantamos e descansamos para a próxima etapa. Este troço é muito fácil de se percorrer de bicicleta ou apé, uma excelente ligação do Caminho Português de Santiago ao Caminho do Interior, pouco trânsito automóvel por estrada secundárias, caminhos rurais e florestais, paisagens magníficas e pontos de paragem com parques, comercio e restaurantes.

             

        

2ª Etapa –St.ª Comba Dão a Castro D’aire, 100 km, subida acumulada 1.646 m, descida acumulada 1.269 m.

Saida de Santa Comba Dão em direção à estação que antecede à recente EcoPista do Dão uma infraestrutura de aproveitamento da antiga linha de comboio para Viseu ao longo de 50 km com pavimento muito bom para rolar, uma pequena pausa em Tonda e para café na antiga estação de Parada de Gonta. Mesmo no fim da linha paramos para um generoso almoço em Viseu onde a fase inicial do caminho circula pela cidade, dirigimo-nos para norte por alguma pequenas localidades e entramos em Pousa Maria numa via romana com cerca de 3 km até Almargem. Seguindo-se o sobe e desce temível deste troço, apesar de alguma dificuldade nas subidas muitas vezes a pé o percurso é muito bonito e vale a pena, destacamos a aldeia de Cabrum e sua ribeira. A partir de Vila Meã uma grade descida até Moledo seguida de uma brutal subida a qual optamos por ir por estrada até Mões. Perdendo parte do caminho e com tempo limitado desviamos pela N2 até Castro D’aire, que assim desta forma perdemos os últimos 10 km do caminho marcado. Já na cidade pelas 20h, procuramos novamente os aposentos dos Bombeiros Voluntários para pernoita que nos receberam hospedeiramente, os quais deixa-mos aqui os nossos agradecimentos.




3ª Etapa – Castro D’aire a Peso da Régua, 45 km, subida acumulada 659 m, descida acumulada 1.144 m.

Saída de Castro D’aire e acesso ao caminho pela N2, 3 km entra-se novamente num trilho que dá acesso a mais uma via romana ao longo do rio Alva, trilho de difícil progressão em bicicleta com a descida para a Ponte Velha de Moura Morta. A partir de Mézio onde paramos junto à bonita capela de Senhora das Antas para uma foto seguia-se para o “Alto do Cotos” na serra do Montemuro a 970 de altitude, trilho muito bonito com vistas fantásticas (com sol). A partir deste ponto é sempre a descer. Paragem em Bigorne para o café e continuação a descer quase sempre pela N2 até Penude onde paramos para uma visita a sua igreja matriz. Passagem rápida por Lamego onde começou a chover fortemente, mais uma vez optou pela grande descida por estada, perdendo o caminho até Peso da Régua. O mau tempo que se fazia sentir levou-nos a abortar a viagem. Já na cidade da Régua resolvemos procurar estadia e pernoitar. Neste fim de tarde deu tempo para visitar alguns locais interessantes desta cidade como a Fundação Museu do Douro onde tivemos a oportunidade de provar alguns dos melhores vinhos do Porto.     



4ª Etapa –Peso da Régua a Chaves, 92 km, subida acumulada 1.795 m, descida acumulada 1.427 m.


Depois de um dia perdido devido ao mau tempo na Régua devíamos-mos do caminho original de Santiago até Vila Real o qual parece difícil a progressão em bicicleta optamos por conhecer e seguir pela antiga linha de comboio do Corgo, uma magnifica alternativa que aconselhamos para “bicigrinos” esta via encontra-se em muito bom estado ao nível do piso mas com muitas giestas e outros arvoredos incómodos nos primeiros 5 km, sempre ligeiramente a subir ao longo de cerca de 22 km. Vila Real da estação ao centro onde se percorre algumas das bonitas ruas do centro histórico desta cidade, local de paragem para reabastecimento e visita à igreja dos Clérigos. Seguido para norte entre caminhos rurais parando em Coêdo para uma pequena pausa, continuamos para Escariz onde voltamos novamente à EN2 ate voltar a sair por atalho muito difícil em via romana em Benagouro, a partir daqui optamos pela estrada devido á grande descida e subida do vale de Vilarinho de Samardã, desvio que liga o caminho à antiga linha de comboio convertida recentemente em EcoPista do Corvo, via onde voltamos a entrar em Ferreirinho até Vila Pouca de Aguiar onde paramos para almoçar. Continuando a descida pelo caminho marcado até Sampaio onde devido à lama desviamos pela EcoPista até Pedras Salgadas e Vidago, a partir desta localidade voltamos ao caminho e subimos por caminhos muito bonitos até ao alto de São Pedro de Agostem com visita ao santuário da Senhora da Saúde. Chegada a Chaves pelas 19h e albergaria nas instalações dos Bombeiros Voluntários Flavienses.  




5ª Etapa – Chaves a Ourense, 107 km, subida acumulada 1.560 m, descida acumulada 1.684 m.

Saída de Chaves pela antiga via fronteiriça que nos leva à carismáticas localidades de Vilarinho e Vilarelho da Raia com passagem privilegiada para Espanha pelo caminho que nos leva até Verín praticamente plano, só mais à frente em Albarellos encontramos a grande subida até a Rebordondo a qual fizemos por estrada devido ao caminho nesta encosta ser difícil, já no alto da serra é a grande descida pelo trilho muito técnico até a Villaderrey localidade onde almoçamos. De novo no caminho este estende-se por uma vasta planície de campos de cultivo quase sempre plano e a rolar bem até a Piñeira de Arcos passando por Xizo de Limia e Sandiás. Em Torneiro a propriedade agropecuária encontramos alguns obstáculos com caminhos da pastorícia de difícil transponibilidade mas já no alto um magnífico trilho ou caminho romano que em descida alucinante nos leva até a Allariz localidade de paragem obrigatória devido à sua beleza urbana entre outras coisas bonitas. De Roiriz até Pereiras quase 10 km dos mais belos trilhos do caminho entre vias romanas e caminhos rurais. Depois do Polo Industrial de A Zamorana segue-se a entrada na cidade de Ourense até ao Mosteiro de San Francisco onde se situa o albergue, na impossibilidade da recolha e guarda de bicicletas optamos por uma hospedaria privada onde pernoitamos confortavelmente.



6ª Etapa –Ourense a Santiago de Compostela, 106 km, subida acumulada 2.208 m, descida acumulada 2.102 m.

Depois de algumas voltas no meio do trânsito deixamos esta cidade pela majestosa ponte romana sobre o rio Minho em Ourense, seguido de uma acentuada subida empedrada até à ermida de San Marcos da Costa pela calçada do caminho real. Sempre em subida por estradões rolantes até ao planalto de Sartédigos e Tamallancos este troço já com alguma evidencia na passagem de peregrinos já que coincide co a famosa Via de La Plata ou Caminho Sanabrês de Santiago, pontes romanas cruzeiros e muitas arvores de grande porte. Cea local onde se pode optar pela via mais rápida ou pela via de Oseira, mais dura mas mais bonita e interessante pela serra Martiñá, via romana com passagem pelo Mosteiro de Santa María la Real de Oseira que merece uma visita profunda, com o tempo limitado, optamos pela via mais curta entre Cea e O Reino seguindo pela N525 para ganhar tempo o que nos levou a perder parte do caminho original até San Martiño, voltando novamente ao troço em Santo Domingo onde se percorre por estradão até A Estación onde paramos para o almoço. Num sobe e desce contante por caminhos lindíssimos até entrar novamente na estrada no Polígono Industrial Lalín. Voltinha rápida e registo de passagem em Silleda e continuar até Bandeira, novamente no caminho seguimos para a vertiginosa descida ao vale do rio Ulla apreciado a antiga ponte de comboio e a nova imponente replica do TGV construída por portugueses. Seguia-se a subida e por falta de tempo optamos nos últimos 20 km até quase a Santiago por estrada. Nos últimos 2 kms seguimos pelo caminho passando sobre a linha férrea, local marcado pelo grande acidente ferroviário em 2013. Apos este local comtemplamos ao longe as torres da catedral de Santiago que marcou a nossa chegada. Depois de registar o fim da nossa peregrinação seguimos para os aposentos e descansar desta grande etapa das nossas vidas.

No dia seguinte a protocolar visita a catedral e pelas 12h missa do peregrino, na qual fomos abençoados pelo Senhor Santiago. 




Track GPS original

Este track é o caminho original marcado a partir de Viseu, com apenas 2 adaptações: 1ª Ansião a Santa Comba e EcoPista do Dão até Viseu; 2ª Peso da Régua a Vila Real (Linha do Corgo). Relativamente à nossa viagem em alguns trilhos optamos pela estrada visto que alguns são difíceis de transitar de bicicleta. O caminho marcado começa sensivelmente em Farminhão, cerca de 10 km de Viseu. Este track é indispensável porque as marcações não ajudam muito ou perdem-se frequentemente, principalmente em Portugal, em Espanha as marcações são muito antigas e tem algumas alterações devido a cortes de novas estradas viárias.
Para os que pretenderem fazer este track na integra, prometemos que não se vão arrepender é um caminho muito bonito e interessante. Bom Caminho!



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

CRÓNICA - Caminho do Algarve 2013

De Ansião a Sagres pelo centro alentejano, foi o desafio de Norberto Marques e Ramiro Luís em percorrer de bicicleta BTT os cerca de 800 quilómetros em autonomia por caminhos de terra e estradas rurais da lezíria ribatejana, as planícies alentejanas, serras e litoral Algarvio. O principal objectivo foi delinear geograficamente o Caminho Português de Santiago a partir de Tavira, igreja de Santiago, um dos principais pontos de partida desta rota de peregrinação. Depois de um exaustivo estudo sobre a principal Via da Romana (Faro/Évora) passaria por definir um trilho desenhado previamente que passasse pelas localidades referenciadas através de mapas antigos e locais onde se podem encontrar alguns vestígios desta época. O restante trabalho era fazer realmente o teste, ligando a cidade de Évora a Santarém ao caminho medieval já definido e marcado como tal entre Lisboa e Santiago de Compostela, em Santarém pode optar-se pela variante Caminho de Fátima. Este itinerário fica agora publicado em GPS proporcionando a todos aos amantes do BTT, cicloturismo ou mesmo pedestre tirando assim partido desta maravilhosa viagem seja por motivos desportivos, religiosos, culturais ou mesmo de puro lazer.

A Viagem

1ª Etapa – Ansião a Santarém, 110 km
Seguindo literalmente pelo Caminho de Português de Santiago até Tomar desde a serra de Alvaiázere até Soianda onde fizemos uma pequena paragem em  para tomar café, por quelhas e caminhos rurais, passando na margem do rio Nabão até à cidade dos Templários, após Tomar, pela inconveniente estrada principal até Santa Cita e Asseiceira onde se entra num caminho difícil por pinhal e eucaliptal com muito seixo até a Atalaia, depois segue-se por estrada até a V.N. Barquinha, novamente por estradão e uma pequena pausa para apreciar na famosa Quinta da Cardiga entrando em plena lezíria ribatejana. Golegã cerca da 13h30, ponto de paragem para almoço, mais a diante à saída, desfrutamos do maravilhoso parque de merendas, dali até a Santarém é um saltinho através de grandes campos de milho e vinha em rolantes estradões, após a Ribeira de Santarém segue-se a curta subida até à cidade. Fim da etapa pelas 18h preparar a pernoita, depois de procurar albergue optámos por uma pensão modesta, anda deu tempo para uma pequena visita à cidade e conhecer alguns locais como o jardim das Portas do Sol.



2ª Etapa – Santarém a Évora, 140 km
Pela fresca dos milheirais até Porto de Muge local onde deixámos o Caminho de Santiago, atravessamos o Tejo pela ponte Rainha D. Amélia até Muge seguindo-se Glória do Ribatejo, paragem no Café Central e voltamos a entrar na terra batida quase até Coruche onde procuramos a loja de bicicletas para reparar uma pequena avaria, problema resolvido, deixamos aqui o nosso agradecimento à loja Tó-Bikes. Passeio guiado por um companheiro do BTT até ao restaurante por este indicado para um apetitoso almoço. Até Lavre o calor apertou e paramos nas bombas de combustíveis perto de Cortiçadas, seguimos pelo caminho dos alemães até Ciborro e São Geraldo cruzando a EN2, primeira referência de indícios romanos, local onde fomos impedidos de seguir por terra junto à ribeira de Lavre devido a estas grandes herdades estarem de portões fechados (mesmo sendo caminhos públicos), o problema viria também a seguir na Quinta das Oliveiras em Carias. Rolando por estrada até a Évora ficando com a sensação de ter perdido caminhos deslumbrantes. Chegada a Évora ao cair da noite era hora de procurar o merecido descanso desta longa e quente etapa, foi fácil encontrar alojamento, jantar e um bar típico para refrescar!

3ª Etapa – Évora a Beja, 94 km
Depois de Évora não encontrámos grandes soluções, após a passagem discreta pelo solar do Monte da Flores deparávamos-mos com mais portões fechados e ter mais uma vez optado por estradas secundárias que também foi muito agradável de percorrer. Paragem em Aguiar para um pequeno abastecimento e já perto de Viana do Alentejo foi a chegada à igreja de Nossa Srª D’Aires e seu santuário, local mítico de religiosidade onde fizemos devida visita a este templo cheio de história, aqui se realiza em Abril a mítica Romaria a Cavalo proveniente da Moita. Almoço no restaurante Três Bicas e uma sesta no meio da praça, seguimos pela via romana até Albergaria dos Fusos passando pelo imponente Palácio de Água de Peixes, Alvito que pertenceu à Casa de Bragança e ao Duque do Cadaval (Sec. XII), completamente ao abandono. Após a referida herdade encontramos a ponte romana de Vila Ruiva, depois desta localidade entramos na vila de Cuba onde fizemos mais uma pequena pausa devido ao calor que se fazia sentir. Por um caminho rural seguimos até Beja onde tivemos a oportunidade de deslumbrar algumas represas de regadio. No final desta etapa ainda tivemos a oportunidade de desfrutar da noite boémia na calma cidade capital do Alentejo.

             

4ª Etapa – Beja a Ameixial, 110 km
A etapa que mais gostamos devido a magníficas paisagens e o fora de estrada por longos campos de cultivo de cereais e pastorícia do Baixo Alentejo. Após a saída de Beja segue-se um longo estradão de cerca de 22 km até a Albernoa e continuando até a Entradas, Castro Verde local de paragem para almoço, quem passa pelo IP2 não se apercebe desta magnifica localidade com o museu da Ruralidade e Igreja Matriz de Santiago. Entrada na plena ruralidade, uma ligeira queda sem consequências graves, valeu o “kite” de primeiros socorros! Visita obrigatória das aldeias típicas de Rolão e Viseus onde fizemos mais uma pequena paragem e falar com os residentes locais na pequena taberna, cujo deixamos os nossos agradecimentos a senhora que nos ofereceu uma bela melancia fresca. Seguindo-se as Minas de Neves-Corvo a maior exploração mineira da Europa na extração de cobre e zinco, este troço poderá estar condicionado no futuro devido à construção de um novo lavador (Açude de águas residuais da mina) a opção será seguir por estrada entre Neves da Graça até Semblana e apanhar de novo o trilho no alto de Monte Branco. Nota: Toda esta área ao longo de vários quilómetros está sob vigilância de segurança das minas. A partir desta zona a altimetria começa a ser mais serrana a partir da pequena aldeia de Santa Cruz é a descida até à fronteira com o Algarve na ribeira do Vascão assim entrando na serra do Caldeirão, a etapa acabou no alto do Ameixial onde pernoitamos. Os nossos agradecimentos ao Sr. Presidente da Junta Abílio Vargas de Sousa por nos ter disponibilizado o balneário do campo de futebol onde passamos a noite após uma simpática jantarada no restaurante local.


5ª Etapa – Ameixial a Tavira, 86 km
Em plena Serra do Caldeirão descemos até à ribeira em Ximeno ladeando esta por trilhos técnicos com muita pedra até ao estradão que nos levou a Sarnadina em pleno coração da serra, fácil transição apesar do sobe e desce até Califórnia e Portela do Barranco com paragem para uma fresquinha numa magnifica esplanada, estrada de asfalto muito plana em plena serra, seguindo-se da passagem do vale do Freixo no qual a descida com a subida para Salir é de 10% mas vale a pena esticar o musculo pela paisagem! Em Salir podemos apreciar as ruinas do velho castelo e a igreja matriz de São Sebastião freguesia importante de Loulé também referenciada como o principal cruzamento de vias romanas no centro algarvio. A partir daqui a altimetria baixa consideravelmente, o almoço foi em Querença terra do medronho e a sesta na fonte Filipe, deixando o concelho de Loulé por trilhos e campos da serra até São Braz de Alportel onde cruzámos mais uma vez a EN2 (km727) a partir daqui o deslizar suave até Santa Catarina da Fonte dos Bispos descendo ao vale do rio Séqua na serra de Tavira, passagem indispensável pela fraca paradisíaca do Pego do Inferno que agora se encontra sem estruturas de apoio devido ao grande incendio de 2012 nesta serra. O final da etapa terminou na igreja de Santiago em Tavira, local de início do Caminho Português de Santiago interior, daqui o caminho encontra-se relativamente marcado com setas amarelas via Vila Real e Castro Marim julgamos que até Évora, iniciativa do grupo de escuteiros de Tavira segundo informações de um habitante local.

Terminamos assim a primeira parte desta viagem e aproveitando o período de férias, uma curta estadia no Camping da Ilha de Tavira durante os seguintes três dias.

6ª Etapa – Tavira a Armação de Pera, 100 km
Regressando às pedaladas, iniciámos esta etapa seguindo pela Ecovia do Algarve, um percurso marcado por todo litoral algarvio, não seguindo à risca este traçado pois pretendíamos aproveitar ao máximo e conhecer alguns locais junto à costa. Um percurso muito urbano principalmente a partir de Faro e Albufeira. Vale a pena fazer uma visita à Praia do Barril, cemitério das âncoras e conhecer a sua história, também a Sé de Faro e a sua igreja na praça do município também um importante ponto de partida para os Caminhos de Santiago, mais a frente em Montenegro encontramos o local ideal para o almoço. Durante a tarde contemplamos um magnífico trilho em plena Ria Formosa até à Quinta do Lago e Vele de Lobo, uma pequena pausa no centro histórico de Albufeira e saída pelo novo porto de pesca e marina. Outro local também interessante é a barra da Praia dos Salgados. Já próximo de Pera encontramos um camarada do BTT que se disponibilizou a viajar connosco pelo melhor caminho até ao nosso dormitório, os nossos agradecimentos a este pela dica e pela camaradagem.


7ª Etapa – Armação de Pera a Sagres, 110 km
Continuando por alguns acessos da Ecovia que nesta etapa se apresenta num “zig-zag” constante passamos por locais magníficos que muitos veraneantes não conhecem. Como a lezíria da Ria do Alvor e as arribas da Praia da Luz. Até Portimão seguimos pelo Carvoeiro e Ferragudo nesta zona andamos um pouco desorientados pois a via segue para Lagoa (EN125) a qual não era a nossa intenção, a Rocha e o Vau foi o destino de mais uma visita e arriscar a passagem na falésia, após a Ria de Alvor a paragem para o almoço no restaurante do estádio do clube de Odiáxere onde fomos muito bem recebidos. Caminho muito agradável e a zona piscícola de viveiros do marisco em Vale de Lama e Meia Praia até Lagos, a partir daqui começaram as dificuldades num frenesim de sobe e desce constante: Luz, Burgau, Salema e Figueira local para mais uma pausa e uma fresca. Variante interior por Vila do Bispo onde começa um longo estradão em terra quase até ao destino o Cabo de São Vicente, neste encontra-se o marco da Ecovia indicando o km 0 junto ao farol.



Aqui terminava o grande objetivo desta verdadeira aventura!
O Parque de Campismo ali por perto foi a nossa casa para passar a noite. Neste encontramos um grupo de três amigos do pedal que também em viagem cicloturista provenientes de Lisboa, se empenhavam num outro desafio, os caminhos da Costa Vicentina (cumprimentos a eles). Após o jantar uma visita ao andamento noturno desta bela localidade, Sagres!

8ª Etapa – Sagres a Lagos, 48 km
De regresso a Lagos a ordem dos trabalhos era a visita à Fortaleza de Sagres onde conhecemos mais dois amigos do Norte nas mesmas andanças. Depois de pequeno convívio “BTTista” dirigimo-nos para a Ponta de Sagres para apreciar as suas arribas imponentes que não deixam ninguém indiferente. De volta, foi pedalar contra o vento até Vila do Bispo seguindo para a serra da Raposeira até Budens. Na zona agrícola de Alagoas encontramos um pacato restaurante onde almoçamos (Mata Porcas). De novo na Luz era hora para uma paragem e talvez uma sesta no Boavista Golf Resort. Já em Lagos onde terminou a grande viagem a proposta era arrumar as máquinas e encontrar os aposentos para passar a noite.
Deixamos aqui os nossos agradecimentos ao nosso amigo e conterrâneo Sr. Mário proprietário da Marisqueira Os Arcos em Lagos que nos serviu um maravilhoso jantar e também ao amigo Juiz Silva que sempre nos tem recebido e prestado grande apoio nas nossas deslocações a esta cidade.
A viagem de regresso a casa foi de comboio a partir de Lagos pela manha do dia seguinte, com escalas em Tunes e Lisboa até Pombal contornando assim controvérsia relativamente ao transporte de bicicletas nos comboios de Portugal passando por empacotar as “bicis”.

Adoramos esta aventura e recomendamos, foi uma magnífica forma de passar umas belas férias!



Todas as fotos da viagem: Ansião / Sagres 2013